Corrida dentro d’água exige mais esforço que na esteira, no asfalto e na areia

O interesse pela corrida só aumenta. Tanto que a última Maratona do Rio, com três provas diferentes, teve 20 mil corredores. Mas qual é o melhor lugar para correr e queimar calorias? Esteira, asfalto, areia da praia ou piscina. Isto mesmo, piscina. Correr dentro da água, com flutuadores e acessórios, é uma excelente opção para entrar em forma sem enfrentar o calor da rua ou de salas de running. O ideal, antes de acelerar, é saber os prós e contras de cada terreno ou ambiente.

A escolha dependerá do objetivo e da fase de treinamento do praticante, ensina Guto Ferrari, coordenador de running da academia Velox Fitness. E, quanto mais ele puder variar, com a orientação de um profissional de Educação Física, melhor o resultado.

— Assim como na musculação, na corrida é preciso mudar com frequência o programa de treino e, se possível, o ambiente. Na esteira, principalmente no caso de iniciantes, é mais fácil controlar o ritmo. Quem se exercita nas ruas sem estar preparado para isso só tem três velocidades: caminhada, trote e corrida desesperada — comenta Ferrari.

Qualquer que seja a modalidade, há benefícios e cuidados a serem tomados, diz o treinador Vinicius Zimbrão, atleta da equipe Oskalunga de corrida de aventura. Na esteira, o ambiente é controlado: ela permite usar diferentes velocidades e inclinações e causa menos impacto nas articulações. Só que a esteira não reflete a realidade. Por exemplo, diferentemente do asfalto, o corpo não se desloca em relação ao ambiente, e o cenário é entediante. Porém, no asfalto, temos um maior impacto nas articulações e mais acidentes.

— Na areia da praia, o corredor sofre menos impacto nos tornozelos, nos joelhos, no quadril e na coluna, há maior exigência dos músculos das pernas e das coxas e se trabalha mais o equilíbrio. Por isso, há maior gasto calórico do que no asfalto, o que permite uma maior perda de peso. É também um bom ambiente para melhorar o condicionamento e a velocidade nas corridas em asfalto. O lado ruim é o maior perigo de de cortes, calos, bolhas e desidratação. Como a areia requer maior esforço, não é terreno indicado para sedentários ou iniciantes, especialmente os com problemas posturais, devido à inclinação — diz Zimbrão.

Já o treinador Cleber Guilherme, do Centro de Excelência Esportiva do Ibirapuera, afirma que o melhor terreno para correr é gramado ou trilha de terra batida. Estes pisos absorvem até 30% do impacto, o que é bastante, pois cada passada causa sobrecarga nas articulações de até três vezes o peso do próprio corpo:

— A queima de calorias está mais associada à intensidade do que ao terreno.

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