São João da Barra comemora esta semana Nossa Senhora dos Navegantes, na sede do município e no distrito de Atafona. Além da programação religiosa, que inclui missas e procissão, o público irá conferir, ainda, eventos recreativos e a apresentação de shows locais. Os festejos têm início nesta quarta-feira, dia 1º, e tem o apoio da prefeitura, por meio da secretaria de Turismo, Esporte e Lazer.
Na sede do município, a igreja de Nossa Senhora dos Navegantes está localizada na Rua da Regaleira. Nesta quarta, a banda Os Piratas é a atração da festa, no palco oficial, às 21h. Na quinta-feira, dia dois, a banda Me Puxa é a atração que agitará o público, também no mesmo horário.
Já em Atafona, a comemoração acontece no bairro da Baixada, com Fabrício e Banda se apresentando nesta quarta-feira. A Banda Deloreon anima o público com os ritmos dos anos 70/80 e 90, na quinta-feira. Os dois shows também estão previstos para as 21h.
De acordo com a programação da festa, em Atafona, um ônibus partirá de Grussaí, saindo às 17h da Capela de São Sebastião (Telê Santana), seguindo pela Capelas de Nossa Senhora Aparecida e Santo Amaro para o embarque dos fiéis que quiserem participar da missa, às 18h e, logo em seguida, da procissão. Em São João da Barra, a missa está marcada para as 19h. Em seguida será realizada a missa solene.
Passeio ciclístico, apresentação de grupos de dança, corrida rústica, entre outras, são algumas das atividades recreativas que farão parte da programação das festas em comemoração a Nossa Senhora dos Navegantes, que sempre é realizada no dia dois de fevereiro.
Protetora dos pescadores e viajantes – Consta que o início da devoção a Nossa Senhora dos Navegantes originou-se na Idade Média por ocasião das Cruzadas, quando os cristãos invocavam a proteção de Maria Santíssima. Sob o título de “Estrela do Mar”, rogavam sua proteção os cruzados que faziam a travessia pelo Mar Mediterrâneo em direção à Palestina. É a padroeira não só dos navegantes, mas também de todos os viajantes. Tal tradição foi mantida entre os marítimos e foi difundida pelos navegadores portugueses e espanhóis, disseminando-se entre os pescadores litorâneos principalmente nas terras colonizadas pela Espanha e Portugal.
As conseqüências foram a multiplicação de capelas, igrejas e santuários nas regiões pesqueiras, particularmente no Sul do Brasil, onde a concentração de cidades que a veneram como padroeira é significativamente expressiva.










